Lenda do acarajé

acaraje

Iansã, deusa dos ventos e das tempestades, é a senhora dos raios e dona da alma dos mortos. A ela são oferecidos os bolinhos feitos de feijão fradinho e fritos no azeite de dendê, o acarajé.
Segundo a lenda, a deusa dos ventos mulher de Xangô, foi a casa de Ifá buscar um preparado para o seu marido.
Ifá entregou o encantamento e recomendou que quando Xangô comesse fosse falar para o povo. Iansã desconfiou e provou o alimento antes de entregá-lo ao marido. Nada aconteceu, quando chegou em casa entregou o preparado ao marido, lembrando o que Ifá dissera.
Xango comeu e quando foi falar ao povo, começaram a sair labaredas de fogo da sua boca. Iansã ficou aflita e correu para ajudar o marido, gritando Kawô Kabiesilé. Foi então que as labaredas começaram a sair da sua boca também.
Diante do ocorrido o povo começou a saudá-los: Obá anlá Óyó até babá Inà, ou seja, grande rei de Oyó, rei de pai do fogo. Essa história do Candomblé explica o nome do acarajé, que vem do iorubá akárà (bola de fogo) e jè (comer)